Uma semana no clube, entrevista individual a toda a gente, diagnóstico com nomes e causas, e trabalho diário com quem está a bloquear. O treinador sai daqui a saber exatamente o que dizer, a quem e porquê.
Nenhuma hora desta semana é passada numa sala a motivar pessoas. Isto é o calendário real.
Nada de reunião de grupo. O primeiro dia é individual, porque numa crise ninguém diz num balneário cheio o que diz sozinho numa sala.
É aqui que uma crise deixa de ser um sentimento e passa a ser um diagnóstico com nomes, datas e causas.
Não paramos o trabalho da equipa técnica. Entramos por dentro dele.
Uma intervenção que deixa o clube dependente de nós falhou. O objetivo é deixar método instalado.
Tudo o que sai desta semana foi feito para ser usado na segunda-feira seguinte, por quem lá está todos os dias.
Quem está em queda, desde quando e porquê. Por atleta, com a causa concreta identificada, não uma impressão geral.
Equipa técnicaQuem o grupo segue de facto, que afinidades existem, onde estão as tensões latentes e quem arrasta quem.
Equipa técnica e direçãoO que funciona e o que bloqueia com cada um: que abordagem usar, em que tom, e o que evitar dizer.
Treinador principalO que a equipa técnica diz ao grupo e a cada indivíduo, em cada dia da semana de jogo.
Equipa técnicaOs 3 a 5 atletas onde o retorno é imediato, para não dispersar esforço por vinte e cinco pessoas ao mesmo tempo.
Treinador principalO que se faz depois de sairmos, semana a semana, com critérios para saber se está a resultar.
ClubeA palestra motivacional falha porque fala ao grupo como se fosse uma pessoa só, não identifica quem está bloqueado nem porquê, e acaba antes de qualquer mudança se instalar.
Cinco derrotas seguidas, linguagem corporal má, a sensação de que o treinador tinha perdido o balneário. A leitura interna era de falta de atitude e a decisão em cima da mesa era mudar de treinador.
Nove jogadores mencionaram, sem serem perguntados sobre isso, a mesma reunião de seis semanas antes. Dois deles, ambos sem braçadeira, tinham deixado de acreditar no plano nesse dia, e eram eles que o grupo seguia.
Nenhum dos dois era um problema de atitude. Um precisava de saber o porquê antes de executar, e a reunião tinha dado ordens sem razões. O outro precisava de reconhecimento e tinha sido corrigido à frente do grupo nesse mesmo dia.
Trabalho individual diário com os dois durante a semana, e uma conversa entre eles e o treinador preparada connosco frase a frase: o porquê explicado a um, o reconhecimento dado ao outro em privado. Zero palestras ao plantel.
O esforço do treinador deixou de estar espalhado por vinte e cinco pessoas e passou a ter dois alvos concretos. A mudança nos dois arrastou o grupo, porque eram eles que o grupo ouvia.








13 clubes profissionais, mais de 800 atletas, mais de uma década no terreno.
Quanto mais cedo entrarmos, mais jogos há pela frente. Diz-nos em duas linhas o que está a acontecer e dizemos-te se uma intervenção faz sentido.